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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Hoje pela manhã assisti a chuva, já que o sol se negou a me visitar, tomei meu café quente na expectativa da frieza do meu coração diminuir, vidrei meus olhos nas nuvens e meus ouvidos se perderam pelo vento que aos poucos fazia com que minha roupa fina se deslizasse pelo meu corpo inerte na cadeira. Senti o silêncio me explicar coisas inexplicáveis, e finalmente entendi o motivo de momentos tão nostálgicos e deprimentes, o porquê de uma postura tão firme, tão severa comigo mesmo e movimentos taciturnos, era a minha alma. Ela havia me deixado, como as outras pessoas que diziam me amar e estar comigo pra sempre fizeram.
Muitos acreditam que quando se sabe da verdade as coisas são menos dolorosas, mas para mim isso nunca fez o menor sentido. Necessito de uma afirmativa, mesmo que mentirosa, de que tudo vai ficar bem, de que a chuva nem sempre vem para nos banhar em tristeza e sim para lavar nossa alma, só que ultimamente parece que a água que respinga e pinga, que bate e rebate do céu nublado e tristonho só vem me fazer doer. É como se a minha alma, se ela existir, estivesse dispersa mundo afora e não se importasse em voltar, é como estar morta. Tu vê todos, sente a presença alheia a lhe observar e fica feliz em saber que alguém percebe sua existência, mas quando se põe no eixo repara que não passa de meros delírios, pois ninguém além de ti, consegue lhe enxergar.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Pensei estar sucumbido em mais delírios sufocantes dentro de meu quarto mórbido, enquanto trovejava, e os trovões se distanciavam, porém seus gritos ainda me ensurdeciam, eu me perdia em suor, em medo, em tudo. Voltei à minha infância quando os monstros debaixo de minha cama se sacudiam durante as madrugadas, só que agora eles se manisfestavam dentro de mim. Com minhas mãos trêmulas, acordei o despertador que dormia num silenciar e quando enfim despertou, soou uivos por toda a casa. Lutando bravamente abri os olhos que insistiam em se manter fechados e comprovei acordado que os monstros não tinham medo da luz, eles estavam ao meu lado, segurando minha mão e assistindo o nascer do sol.
O tempo estava frio e chuvoso, mas nossos corpos anunciavam um despertar vulcânico, as cinzas que engoliam o céu naquela noite, sentia desejo de engolir tudo mais que cruzasse seu caminho. Tomamos vinho nas taças límpidas e reluzentes, de um brilhante quase que estelar, depois as quebramos, uma por uma. Vimos o vermelho sangue descer de nossas bocas e a sede aumentava, o calor nos conduzia a abertura dos portões do inferno, algo tomava nosso corpo e torturava nossas almas. Vimos o apocalipse ter início.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Roses are red
Violets are blue
Love are sweet like sugar
Dead are inevitable.
Eu nasci.
Eu cresci.
Eu vivi.
Eu sofri.
Eu cai.
Eu chorei.
Eu morri.
Eu admirava as gotas de chuva que caiam levemente e se espalhavam bruscamente pelo chão, eu tentava entender porque alguns pássaros voavam para o norte e outros para o sul, eu apreciava a vida, até que num dia precisei conhecer o amor, me falaram que era um tal de amadurecimento, nos conhecemos. Por fim, ele, o amor, partiu e levou consigo alguns pequenos pedaços do meu coração, a partir daí eu já não mais admirava o chorar dos céus, até porque já era um peso imenso apreciar somente o meu. E isso se fez por vários dias, por muito tempo e sabe, chega uma hora em que quase não é possível viver sem uma parte de si, a principal delas, e tu decide pela última vez buscar algo novo, porém por um motivo aceitável, tu pensa que morrer é a melhor saída, só que a morte não acha o mesmo. Então ela se senta numa cadeira e assiste o show de tortura que tu proporciona a ti mesmo na esperança que a morte tenha dó e te leve. Até que um dia tu seja feliz e ela venha...

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Nos dias de inverno me pergunto constantemente o porquê de tudo. Por que as pessoas precisam tanto de seus relógios digitais, se a Igreja ainda insiste em nos avisar o toque de cada hora? Por que necessitam tanto daquelas máquinas hiperinteligentes, que lhes aflora vício e problemas de visão, se temos o bom e velho jornal?   Por que essa necessidade de.. De.. De tec.. Enfim, pra quê deixarmos de lado o que antes era uma necessidade vital? Se voltarmos há um tempo atrás, não precisávamos de mais nada sem ser nosso café quente e forte, e nossas novelas de rádio, aqueles a pilha. O que acontece é que o homem aos poucos foi destruindo seu passado, aterrando suas origens e hoje essas perguntas crescem de forma assustadora dentro de mim. É triste saber que todo um passado de glória e descobertas foi esquecido ou até mesmo, nem chegou a ser descoberto na atualidade.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Eu quero uma xícara de café quente.
Eu quero um amor que haja como água ardente.
Eu quero uma felicidade contundente
Eu quero um sonho que me mostre levemente
A realidade que reside em minha mente
E que me deixa impotente
Para tentar fazer o café quente.